Ler Duna foi uma experiência realmente marcante, daquelas que ficam com você por um bom tempo depois da última página. Foi ainda mais especial porque li com meu pai, e isso reacendeu nele o gosto pela leitura. Ele não só mergulhou no universo de Duna, como já está finalizando a trilogia!
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O livro nos transporta para Arrakis, um planeta desértico onde água é mais preciosa que ouro e onde se encontra a especiaria mais valiosa do universo: o melange. Mas Duna vai muito além de um cenário exótico ou de uma aventura interplanetária. É uma obra profundamente política, filosófica e até espiritual.
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Frank Herbert constrói uma narrativa densa e visionária que fala de ecologia, religião, manipulação ideológica, colonialismo e poder. É impressionante perceber como esse livro, publicado nos anos 1960, lançou as bases para grande parte do sci-fi que viria depois. Tudo que conhecemos hoje no gênero parece ter, de alguma forma, um traço de Duna.
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Ao longo da leitura, consegui visualizar muitos elementos que foram levados ao cinema, mas o livro vai muito além do que o filme mostra. O imaginário de Herbert é vasto, e sua construção de mundo é rica em detalhes. A trajetória de Paul Atreides até se tornar o lendário Muad’Dib é feita com muita sutileza e profundidade.
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Foi uma leitura realmente incrível. Um livro vanguardista, cheio de camadas e com um universo tão bem amarrado que, mesmo sendo ficção, parece absolutamente real.
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Comecei o segundo volume da série, O Messias de Duna, mas confesso que não teve o mesmo impacto. Senti que boa parte da construção do personagem se perdeu.
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Ainda assim, só o primeiro já vale por uma saga inteira. Uma leitura que recomendo e que, no meu caso, ainda veio com o bônus de ser compartilhada com meu pai, o que a tornou ainda mais especial.