Book Review: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

Book Review: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

“I’m under absolutely no obligation to make sense to you.”

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O ícone de Hollywood dos anos 50, Evelyn Hugo, escolhe a jornalista Monique Grant para escrever sobre a sua vida cheia de polêmicas. Todavia, a vida da Evelyn afeta a de Monique de maneira não apenas surpreendente, mas também trágica. A vida da Evelyn é bastante curiosa, complexa e envolve muitos temas como amor, traumas de infância, lealdade e amizade verdadeira. Não há espaço para maniqueísmo no livro, mas apenas o retrato de uma pessoa que parece que, de fato, existiu.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é um livro que te envolve do começo até o fim. Quando você pensa que sabe o fim da história, a autora Taylor Jenkins Reid mostra um resultado totalmente diferente do esperado. É definitivamente um dos meus livros prediletos. Incrivelmente é o livro de estreia de Taylor Jenkins Reid e ela utilizou como inspiração a atriz Elizabeth Taylor e a também atriz Ava Gardner, que revelou detalhes da sua vida no livro “Ava Gardner: The Secret Conversations”. 

A obra foi indicada ao prêmio Goodreads Choice Award na categoria “Best Historical Fiction of 2017”, bem como teve seus direitos reservado para a Freeform e a Fox 21 Television Studios para a produção se uma série, cuja produção será feita por Jennifer Beals e Ilene Chaiken, e Reid Jenkins trabalhará como roteirista. 

Evelyn Hugo tem uma primeira infância bastante difícil com a perda prematura de sua mãe. Assim, ela passa a viver com o seu pai abusivo, mas sai de casa o quanto antes. Ela decide tentar uma carreira de atriz em Hollywood e se utiliza do seu corpo para seduzir os homens influentes do mercado e alcançar um lugar como atriz. 

Todos os casamentos foram de certa forma bastante importantes para a vida de Evelyn Hugo e eram totalmente o oposto do que era noticiado pela grande mídia da época. Nesse review irei me limitar a dois casamentos: com Don Adler e Harry Cameron. Por sinal, Harry é o meu personagem favorito e me apeguei bastante nele durante a leitura.

Don Adler era o homem perfeito de Hollywood: bonito e um ator bem sucedido. Evelyn chegou a de fato se apaixonar por Don, mas mal sabia ela que Don era um agressor e batia em Evelyn. Don era um homem muito prepotente e não aceitava que Evelyn tivesse uma carreira de sucesso tão boa ou melhor que a sua (o que, de fato, está acontecendo). Mas o período durante o casamento de Evelyn e Don é muito importante, pois é quando Evelyn conhece Celia St. James, uma atriz iniciante disposta a ser amiga de Evelyn. 

Evelyn sempre teve muito problemas em confiar nas pessoas devido às dificuldades que ela encontrou durante a sua infância. Ao meu ver, Evelyn sempre viu mulheres como rivais, pois nunca teve uma sensação de maternidade e/ou irmandade antes. Mas ela acaba aceitando o pedido de amizade de Celia. 

Mas por que a amizade com Celia se torna tão importante durante o livro? Porque, na amizade com Celia, Evelyn se descobre como mulher bissexual. Elas se apaixonam e, definitivamente, Evelyn a considera o amor da sua vida. Mas tal amor não seria aceito na sociedade daquela época e ainda elas jamais poderiam se casar por ser ilegal. 

Celia é, de fato, essencial durante a leitura do livro, mas o personagem que realmente acompanhou Evelyn durante toda a sua vida (e que eu consideraria como o amor da vida dela) é Harry Cameron. Ele e Evelyn se conheceram desde o começo da carreira dela e eles são melhores amigos desde então. 

Ele é um homem LGBT (não é possível saber ao certo, mas no livro entende-se que ele é gay) e é apaixonado por John. Em uma manobra muito inteligente, ele se casa com Evelyn e Celia se casa com John, sendo que Evelyn ficaria com Celia e Harry com John. No livro, Evelyn descreve “(…) And we all knew what we were. Two men sleeping together. Married to two women sleeping together. We were four beards. (…) Harry and John were in love. Celia and I were sky-high” (p. 233). E assim, eles vivem o melhor de suas vidas (com altos e baixos) e nasce a filha de Evelyn, Connor Cameron. 

Na minha opinião, Evelyn teve uma vida muito sofrida. Não quis dar muitos detalhes, pois faço questão que vocês leiam o livro e sintam o prazer que tive de lê-lo. Mas, o que me deixa mais triste é ver que ela foi a última a morrer de todos que ela conhecia e de toda a sua família (sim, desde o começo do livro dá para perceber que a Connor morreu antes da mãe). Eu sou uma pessoa chorona, mas esse livro foi um tanto especial para mim, pois nunca chorei tanto. 

A parte que mais emociona (sim, no presente, pois ainda não superei) é a morte do Harry. O amor que existiu na amizade deles foi muito especial e a sensação de perda que a Evelyn sentiu se transmite muito ao leitor. 

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